Visão geral
Com base nas informações fornecidas, a seguir apresentamos a história da escritora e compositora Jéssica de Lourdes Cantanhede Barbosa.
Jéssica de Lourdes Cantanhede Barbosa, uma figura vibrante e multifacetada, é uma das vozes que enriquecem o evento “Maranhão Ancestral: Raízes Indígenas”, onde atua como assistente de produção. A sua presença neste evento não só contribui para a sua realização, mas também reflete a sua própria jornada, marcada pela resiliência, cultura e ancestralidade.
A História de Resiliência e Superação
Nascida em 11 de fevereiro de 1992, na ilha de São Luís, Maranhão, Jéssica é a nona filha de uma mãe “solteira”. Desde a infância, ela revelou uma dualidade que a moldaria: a de ser uma criança travessa e, ao mesmo tempo, dedicada, com um amor precoce pela leitura e pelo estudo.
Sua vida, que transcorria de forma tranquila, sofreu uma reviravolta aos 14 anos, quando foi vítima de uma bala perdida. O projétil se alojou em sua cabeça, causando dois comas e a perda dos movimentos do corpo. Os médicos consideraram a recuperação impossível, prevendo que ela não voltaria a andar nem a estudar, pois a sua capacidade cognitiva seria afetada. Felizmente, as previsões estavam equivocadas. Com o tempo e uma força interior inabalável, Jéssica provou que a esperança e a resiliência podem mover montanhas.
Uma Voz Plural e Engajada
Jéssica Cantanhede é uma mulher preta, PcD e LGBTQIAP+, cujas múltiplas identidades se entrelaçam para dar forma à sua arte e ativismo. Formada em Letras Inglês pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e pós-graduada em Cultura Afro-Brasileira, Linguística e Docência no Ensino Superior, ela usa sua educação para empoderar e inspirar.
A sua produção literária é vasta, com seis livros publicados, incluindo cordéis, poesias e romances. Ela é membro de importantes instituições como a Academia Independente de Letras (Pernambuco) e o Sarau Poético Ludovicense. Jéssica também é organizadora do projeto “Lê aí que leio aqui”, relatora da Associação Beneficente e Cultural Santa Rita de Cássia e uma das organizadoras do Sarau das Pretas-MA, projetos que reforçam o seu compromisso com a comunidade.
Além de sua atuação na literatura, Jéssica é uma artista premiada. Ela foi reconhecida com o “mérito cultural” e recebeu prêmios na literatura e no rap, tanto no âmbito estadual quanto nacional, destacando-se o troféu “Machado de Assis de excelência e inovação” no Rio de Janeiro.
Sua presença em múltiplas frentes—como palestrante, rapper, oficineira, educadora popular, projetista cultural e agente territorial de cultura—demonstra a sua paixão por transformar vidas e construir pontes através da arte e do conhecimento.
A história de Jéssica é um testemunho de que a vida é feita de superação, e a arte e a cultura são ferramentas poderosas para curar e inspirar. Qual aspecto da jornada de Jéssica você mais admira?
